Convulsões e Epilepsia: Entenda qual é a diferença!

Por Maramélia Miranda, Neurologista vascular, CRM-SP 88.549, RQE 97.572**. Atualizado em Setembro/2026.

 

O que é epilepsia e convulsão? Existe cura? Qual a diferença entre ataque epiléptico e epilepsia?

As crises convulsivas estão entre os eventos neurológicos mais frequentes na prática clínica. Dados epidemiológicos apontam que cerca de 5% da população sofrerá pelo menos uma crise convulsiva ao longo da vida, sendo uma condição prevalente em todas as idades, com pico importante em crianças nos primeiros anos de vida.

Mas afinal, qual é a diferença entre uma convulsão pontual e a epilepsia? A condição tem cura? Como agir de maneira correta durante um ataque? Entenda detalhadamente a seguir.

Qual a diferença entre epilepsia e convulsão?

Este é um dos questionamentos mais comuns nos consultórios de Neurologia. A explicação conceitual é direta:

  • Epilepsia: É o diagnóstico clínico estabelecido quando o indivíduo apresenta duas ou mais crises convulsivas não provocadas recorrentes. Nesses casos, o médico neurologista investiga a repetição das crises, o padrão elétrico e a causa subjacente, para definir a doença e o melhor tratamento.
  • Crise Convulsiva ou Convulsão: É um evento isolado causado por uma descarga elétrica anormal, súbita e excessiva no cérebro. Uma pessoa pode ter uma ou duas convulsões pontuais ao longo da vida (por exemplo, desencadeadas por uma febre alta ou desequilíbrio metabólico grave) sem que isso configure a doença crônica.

 

O que convulsão e quais os tipos de crise?

A convulsão ocorre por uma falha temporária na condução elétrica cerebral, gerando hiperexcitação em áreas específicas ou em todo o órgão. As manifestações clínicas variam conforme a classificação da crise:

1. Crises Generalizadas (Tônico-Clônicas)

É o tipo mais conhecido e grave. O paciente perde a consciência subitamente, desmaia e apresenta abalos musculares generalizados e rítmicos em braços e pernas, frequentemente revirando os olhos e acompanhado de hipersalivação ou liberação esfincteriana espontânea. Exigem atendimento rápido para preservação da integridade física.

2. Crises de Ausência

Mais comuns na infância, caracterizam-se por breves segundos de desligamento. A criança para o que está fazendo, fica com o olhar fixo e vago por alguns segundos, retornando ao normal imediatamente depois, sem se lembrar do episódio.

3. Crises Parciais Complexas

Apresentam sintomas mais heterogêneos. Há alteração ou perda parcial da consciência, acompanhada de comportamentos automáticos ou movimentos estranhos (como mastigação involuntária, movimentos com a boca ou rotação da cabeça).

4. Crises Parciais Simples

O paciente permanece totalmente consciente durante o evento. Manifestam-se por sintomas focais, como um abalo involuntário e incontrolável em apenas um membro (um braço ou uma perna), conseguindo relatar com precisão tudo o que aconteceu após o término.

 

Diagnóstico clínico e Exames para o Diagnóstico

O diagnóstico da epilepsia apoia-se fundamentalmente na história clínica detalhada. Como a maioria das crises envolve perda de consciência, a presença de uma testemunha ocular é indispensável na consulta com o neurologista para descrever com precisão o que aconteceu antes, durante e depois do evento.

Quais Exames São Solicitados?

  • Eletroencefalograma (EEG): Exame padrão-ouro obrigatório para mapear a atividade elétrica cerebral.
  • Exames Laboratoriais: Sangue e urina para descartar distúrbios metabólicos ou infecciosos.
  • Exames de Imagem (Tomografia ou Ressonância Magnética): Solicitados conforme critérios médicos estritos. Ao contrário do que muitos pensam, nem todo paciente com convulsão precisa fazer exames de imagem. Condições bem definidas — como a convulsão febril simples em crianças — dispensam totalmente o uso de tomografias ou ressonâncias desnecessárias, evitando exposições evitáveis à radiação.

 

Principais causas de Epilepsia e Convulsões

As origens variam de acordo com a faixa etária:

Em Adultos e Idosos:

  • Traumatismos cranioencefálicos (TCE)
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Tumores cerebrais e malformações vasculares
  • Infecções do sistema nervoso central (meningites, encefalites)
  • Doenças metabólicas e cardiopatias

Em Crianças:

  • Fatores genéticos e hereditários
  • Hipóxia (falta de oxigênio) perinatal durante a gestação ou parto
  • Malformações congênitas do cérebro
  • Infecções e meningites
  • Convulsões febris: Crises desencadeadas por picos de febre alta em crianças pequenas (geralmente entre 6 meses e 4 anos de idade).

 

O que fazer durante uma crise de convulsão? (Passo a passo)

Se você presenciar alguém tendo uma crise generalizada, mantenha a calma e execute o seguinte protocolo de segurança:

  • Proteja a pessoa: Afaste objetos perigosos ao redor e coloque-a deitada de preferência no chão, com um apoio macio (como uma almofada ou casaco) sob a cabeça.
  • Posição lateral de segurança: Vire a cabeça da pessoa delicadamente para o lado para permitir o escoamento de saliva ou vômito, prevenindo engasgos e aspiração.
  • NÃO coloque objetos ou os dedos na boca: É um mito perigoso tentar puxar a língua. A rigidez muscular da crise pode lesionar gravemente os seus dedos ou fraturar os dentes da vítima.
  • Cronometre o tempo e areje o ambiente: A maioria das crises cessa espontaneamente em poucos minutos.
  • Chame ajuda médica: Acione o serviço de emergência (como o SAMU – 192) caso a crise dure mais do que o habitual ou se for a primeira experiência do paciente.

contar tempo de crise

Tratamento de Epilepsia: Existe cura?

A epilepsia pode e deve ser rigorosamente tratada. Embora nem sempre se fale em “cura” definitiva nos moldes cirúrgicos, a grande maioria dos pacientes atinge o controle absoluto das crises por meio do uso contínuo de medicamentos anticonvulsivantes (como ácido valpróico, carbamazepina, oxcarbazepina, levetiracetam, entre outros).

Atenção sobre o risco: A convulsão em si raramente é fatal de forma direta, mas o grande perigo reside na perda de consciência em situações de risco — como dirigir veículos, atravessar ruas movimentadas, manusear máquinas pesadas ou nadar sem supervisão.

Tratamento Cirúrgico

Indicado de forma restrita para pacientes com epilepsias refratárias (de difícil controle medicamentoso) ou quando exames identificam uma lesão anatômica estrutural específica (como displasias ou cicatrizes focais) que possa ser removida com segurança pelo neurocirurgião.

 

Cuidados Essenciais e fatores de risco para crises e pacientes com Epilepsia 

Pessoas com predisposição ou diagnóstico de epilepsia possuem maior suscetibilidade a descargas elétricas cerebrais anormais quando expostas a determinados gatilhos. Recomenda-se evitar:

  • Infecções e febre prolongada: Trate quadros infecciosos rapidamente logo no início.
  • Jejum prolongado: Evite passar muitas horas sem se alimentar; mantenha intervalos regulares de 3 a 4 horas.
  • Privação de sono: Noites mal dormidas ou exaustão extrema reduzem o limiar convulsivo.
  • Consumo excessivo de álcool.
  • Estímulos luminosos estroboscópicos intensos: Como luzes piscantes contínuas em pistas de dança ou baladas (relevante para portadores de epilepsia fotosensível).

Martin Pacha 1

  • Esquecer a medicação: Esta é a causa número um de recorrência de crises em epilépticos. Jamais interrompa o remédio sem autorização do seu neurologista.

 

+++ Convulsão febril: Entenda tudo!

 

Tags: epilepsia, convulsão, diferença entre crise convulsiva e epilepsia, tipos de convulsão, convulsão tem cura, o que fazer durante uma convulsão, causas da epilepsia.

** Dra. Maramélia Miranda é neurologista com formação pela UNIFESP-EPM, editora do blog iNeuro.com.br.

993 thoughts on “Convulsões e Epilepsia: Entenda qual é a diferença!”

  1. Minha filha teve crise convulsiva focal no segundo dia de vida, o neuro disse que poderia ser devido duas circulares de cordão, foi detectado nos exames duas lesões fronto- temporal, ela teve varias crises seguidas, agora faz uso de Gardenal e está com 5 meses e não teve mais, vou poder parar de dar este remédio p ela algum dia! Este pode ter algum efeito colateral grave!?

  2. Olá, meu irmão tem apenas 5 anos e nesse último mês, apresentou crises estranhas durante três vezes. Na primeira vez ele ficou como se fosse desmaiado na porta de casa, levamos ele pra casa, ficou sonolento e dormiu. Na segunda vez eu estava em casa com ele, e de repente ele ficou calado, com o olhar fixo em um ponto na sala e salivando muito. Sacudi ele por diversas vezes, gritei chamei e ele não respondia. Parecia que ele se assustava mas não olhava para mim. Depois de alguns minutos ele acordou meio atordoado e logo dormiu novamente por um bom tempo. A última vez foi a pior, ele estava andando pela casa quando de repente ele caiu e não levantou, virou os olhos e salivando muito, os lábios dele ficaram roxos e as mãos e pés gelados. Ele não respondia e permaneceu assim por alguns minutos e quando retomou a consciência, novamente, ele ficou sonolento e dormiu. Ficamos muito assustados gostaria de saber o que pode ser e o que devemos fazer.

  3. Bom dia, tenho 16 anos e tenho convulsões desde os 13, acontece sempre quando eu acordo cedo mesmo fazendo o tratamento, as crises acontecem com intervalos de alguns meses, essas convulsões começam com parciais e passam para generalizadas, já fiz vários exames e todos dizem que meu cérebro não apresenta nada fora do normal eu já estava a 3 meses sem ter nenhuma crise, e tive uma hoje pela manhã, se você puder me ajudar com uma resposta sobre o que eu tenho eu agradeço.

  4. Boa tarde, depois de tanto procurar encontrei um site que dê respostas e que tenha outros usuários com o mesmo problema meu.

    Sou Fernando e hoje tenho 21 anos,tenho epilepsia e comecei a ter os ataques quando tinha 16~17 anos,meus ataques aconteciam 3x ~ 4x no dia,eu simplesmente já sentia que ia acontecer,e quando acontecia durava cerca de 15 segundos,eu simplesmente não conseguia me controlar e logo corria/dava gargalhadas/chamava palavrões e tinha muita vergonha de tudo isso depois que passava,chegaram a achar que eu era louco,passei bem um ano sem procurar ajuda e no começo escondendo das pessoas,até que uma noite eu tive uma convulsão e fui parar no hospital,chegando lá minha mãe conheceu uma médica neurologista que dali por diante começou a me acompanhar,fiz exames e comecei o tratamento com TEGRETOL CR , eu tomava ele três vezes ao dia,6 da manhã/2 da tarde/10 da noite em porções de 200 miligramas,anualmente eu ia me consultar com ela e no tratamento que ela solicitou passei dois anos sem ter crises e fiquei muito feliz,quando completou os dois anos do tratamento ela resolveu ir tirando a medicação ao poucos,até que em setembro eu parei de vez e estou agora em observação,o medo que estou agora é de tudo voltar como antes pois a uma semana durante o sono eu percebo que to tendo crises,me viro durante a noite/me sento/chamo palavrões e quase sempre dou murros no meu próprio rosto,agora isso só está acontecendo durante o sono pois quando to acordado eu fico normal,mas na verdade to com muito medo de tudo voltar.

    Por favor se puder responder a isso eu fico grato.

  5. Meu marido tem 63 anos.Há 02 anos se operou de um hemagioma.A partir dai ele tem convulsão que se somam 04 em 02 anos.Toma lomital de 100mg 02 vezes ao dia.
    Gostaria de sua ajuda, o que devo fazer.
    Obrigada

  6. douglas, sugeriria que vc filmasse (com camera do seu celular) quando ele estiver desta forma, para levar ao neuropediatra numa consulta. outra coisa boa a fazer é, caso ele tenha realmente com bastante frequencia isso, fazer um video-EEG — uma especie de EEG prolongado, que irá filmar este evento, e pegar a atividade eletrica cerebral no exato momento em que isso acontece, para ter certeza se isso é ou não alguma crise parcial (ausencia? parcial complexa?).

  7. Bdia meu nome é Franceli tenho 31 anos, apresentei a 1 crise de convulsão há 26 dias; Ontem tive outra crise. Oq explicaria eu começar a ter crises depois desta idade. Segundo minha mãe nunca tive crises antes. Obrigada

  8. Tenho um filho de 7 anos, aos 9 meses e 2,5 anos teve convulsões febris. Levamos ao neurologista nas duas ocasiões, ele nos tranquilizou, afirmando ser comum em febre alta. Pedimos que ele solicitasse alguns exames para que ficássemos mais tranquilos. Um dos exames diagnosticou um aceleração nos neurônios como característica de criança com epilepsia. Na ocasião o medico falou que talvez ele nunca tivesse nenhuma crise na vida. Pediu que apenas monitorássemos. Nunca aconteceu nenhum outro episódio.
    Porém acontece com muita frequência momentos em que ele para e fica olhando para o nada movimentando um pouco o rosto de uma lado para o outro de forma bem sútil, quando ele está assim chamamos e ele demora bastante para nos atender, as vezes precisamos encostar nele para ele nos olhar.
    Devemos voltar ao médico, pode ser algum sinal importante? Ou apenas um momento de distração de criança?

  9. Bom dia, tenho um sobrinha de 30 anos que sofreu menigite ainda bebê, hoje ela tem convulsões. Há cura ou qual o tratamentos mais indicado.Obrigado

  10. Ola! Sofro de epilepsia com crises complexas e tambem transtorno Bipolar afetivo! Podem evoluir para loucura? E um quadro grave? Obg.

  11. Boa tarde. tenho 41 anos, e tomo hidantal, 2 comprimidos por dia de 100mg. tenho uma má formação no cérebro, e a partir dos 21 anos, comecei a ter convulsão a cada 4 anos, dá uma vez e depois somente a 4 anos, continuo o tratamento e depois de 4 anos, volto a ter a convulsão. Hj tive uma crise as 13h, e não tinha crise desde abril/2010.
    Trato com um dos mais conceituados médicos, Dr. Rafael Badalotti, e não temos uma resposta por causa do tempo, ele disse que é coincidência, mas acredito que tem alguma coisa, porque não pode ser psicológico, porque estava super bem, sem nenhum tipo de sintoma, e hj dei uma cochilada, e acordei tendo a crise. Alguém já viu, ou conhece algo parecido? abraços.

  12. Bom dia, tenho 24 anos, e tenho crises desde os meus 12 anos, acontecia a cada 2 anos e dormindo, depois passei a ter a cada 2 meses, e no ultimo ano tive 2 vezes uma hoje cedo, porem as primeiras 15 crises eu desmaiava e as 2 ultimas eu nao desmaiei, mas senti os mesmos sintomas de quando eu desmaiva, será que aos poucos parará as crises, nao aguento mais isso… os exames mostraram uma falha do lado esquerdo do cerebro

  13. Boa Noite minha filha tem 7 meses nasceu de 28 semanas e 770 g passou 4 meses na uti na idades corrigida tem 4 meses nunca saiu da uti tomando Clônazepan nunca teve nada mais esses dia apresentou uma convulsão depois que passou a crise levamos para o hospital onde fizéramos exames e tomografia e acharam infecção urinaria esta tomando cefalexina para a infecção e fenobarbital para a convulsão mais quando ela dorme ela abre o olho ela fica com o olhar fixo e temos que ficar chamando a atenção dela ate que ela volta ao normal o que pode ser isso ?

  14. Oi, desde 14 anos anos sou eplética, acho que foi devido a más condições no parto,Jé fiz tumografia e não deu nada.Agora depois de anos tomando gardenal o médico mudou para oxicarbazepina.Mas continua dando duas ou mais crises durante o ano.Me ajude, por favor!!!A ultima, a uma semana.Eu tinha passado a noite sem dormir, será que foi por isso?

  15. Boa Tarde, sou a Rosangela tenho 19 anos, na quinta feira eu estava deitada quando me deu um tique parecendo que foi um xoque, depois disso levantei já sentir um mal estar e não me lembro de mais nada, fui ao hospital ainda não passei pelo neuro, estou tomando clonazepam. Tem perigo dá convulsão voltar?

  16. Tenho epilepsia a varios anos ,mas faço o tratamento direitinho nunca mais tive problema.esse ano fiz uma laquiadura e tive 2desmaio na mesa de cirurgia.estou morrendo de medo porque nao sei dizer porq isso aconteceu.

  17. Tenho 27anos nunca sofre convulsao. Tenho dificuldades em atividades do dia a dia como por exemplo esquecer a chave de casa, esquecer onde coloquei o celular dentro da propria casa……fui no neuo e ele me pediu o exame eletroencefalograma, conclusao: diagnostico epilepsia. fico meio sem o q pensar …… o pq deste diagnostico!?….se puder me ajudar a esclarecer obrigada.

  18. Boa tarde!

    Me chamo Lucas e a semana passa tive uma crise convulsiva no trabalho, nunca tive isso na minha vida e não tenho histórico algum da minha família tanto por parte de parte quanto parte da mãe terem tido crises convulsivas.
    Tive a crise no dia 02/12/2014, onde fui para o hospital Nove de Julho fiz a tomografia, onde o médico informou que essa crise poderia ter acontecido devido ao stress, e não somente ao stress momentâneo e sim stress de longos anos.
    Foi ao Neurologista onde a Dr. Informou que já devemos iniciar o tratamento passou um remédio tarja preta, e falou que deveria voltar lá de mês em mês.
    Já estou a quase duas semanas e não tive mais nenhuma crise. Existe a probabilidade de acontecer alguma outra crise.

    Lucas Aguiar.

  19. Estou com 35 anos e desde de 2011 tenho duas crises anuais sempre dormindo (tremor no corpo e secreção bucal) e nos exames apareceu um cavernoma que pode ser ou não causa, segundo vários neuros. Em 2013 um neuro prescreveu um medicamento e eu não tomei. No início deste ano tive outra crise, fiz novamente os exames com os mesmos resultados e nem retornei pois sabia que teria que tomar remédio e não queria. Em outubro deste ano mais uma. Diante de tudo, tive que enfrentar o diagnóstico e agora estou tomando depakene 500 mg duas vezes ao dia. Não tive crises e as reações foram: dor no estomago e tremor. Esta última me incomoda muito e penso ser pela dose ser elevada. Só de pensar em um tratamento longo fico super deprimida. As pessoas percebem quando vou comer algo, pegar o celular, uma caneta que estou tremendo. Fico com muita vergonha. Tem algo para minimizar? Será que quando diminuir a dose melhorará?

  20. Tenho 39 anos sofro convulsões enquanto durmo e depois de muitos meses tomando oxcarbazepina, não estava vivendo, só passando o tempo sem produtividade pessoal, então parei por mim conta de tomar a oxcarbazepina de 6%. Já faziam 16 dias e estava ótima e com vigor, porém ontem (16/12/2014) tive uma convulsão rápida e sem me entronchar tanto, logo ao acordar não lembrei de nada e nem fiquei com mal-estar.
    Já fiz vários exames como: Tomografia, Eletro, Sangue, Urina, e os exames não indicam nada.
    E o pior que todos os neuros que já passei, me recomendaram remédios sem saber qual a causa destas convulsões.
    Há cura e posso continuar vivendo sem oxcarbazepina?
    Elivania Cavalcante

  21. Meu nome é Tainá tenho 17 anos e começei a ter convulsões aos 13 anos a primeira vez que tive estava com minha avó e ela disse que eu me batia e meu corpo se repuxava e eu batia os dentes e com isso fui diagnósticada com eplepsia no lóbulo frontal mas agora eu tenho algumas convulsões leves paro e fico olhando praxima e piscando escuto oque as pessoas falam mais não consigo reagir estou usando o Trileptal 300 de manhã e 600 a noite

  22. A criança que teve convulsão com menos de 24 horas de vida pode ter uma vida normal mais a frente? ela toma fenobarbital e a neuro falou que a convulsão atingiu várias partes do cérebro.
    essa medicação pode ser suspensa depois ou a criança fará uso pra sempre?
    Ah, ela pode dormir sozinha no quarto dela?

  23. A 4 anos atras tive minha primeira crise convulsiva, procurei um Neurologista comecei imediatamente a fazer os exames, entre eles ressonancia, não acusou nada, no ano seguinte tive uma nova crise. Desde a primeira crise em 2010 ja comecei a tomar carbamazepina. Em maio de 2014 iria completar 3 anos sem crises mas como o medico suspendeu a medicaçao, nesse mesmo mes, tive uma crise e outra em abril. Entao voltei a tomar o remedio.

    Sou Católica e na minha igreja tem vigilia (passar a noite acordada so rezando, louvando…) queria muito ir . Mas não posso né ? gostaria de ajuda sobre essa questao

  24. Ola, eu tive convulsão dos 2 anos até os 11 com freguencia ao dormir , hoje tenho 23 ,ja fazem 12 anos que nunca mais tive convulsão e não tomo remedio nenhum , eu tenho um amigo que tem desde 1 ano de idade e hoje tem 24 e ainda tem , me disseram que não tem cura é verdade? qual exame eu devo fazer pra saber se estou normal,ou se ainda pode ocorrer algum dia ?

  25. Tenho crises,não sei se é convulsões ou epilepsia, à dez ano.A grande maioria das crises foi durante o sono,já fiz ressonância e tomografia,não deu nada,por outro lado o primeiro exame de encefalograma deu irritatividade,que o clínico pouco explicou.Fico angustiada ,pois não consigo levar uma vida normal.Já passei por um período muita longo de depressão por causa disso.Tomo gardenal ,mas outros já disseram que é um remédio antigo e que existem outros mais eficazes.Além desse tomo também fluoxotina para ansiedade.
    Gostaria que se pudesse me orientar ficaria agradecida, principalmente explicando porque de crises depois dos trinta anos e durante o sono.

  26. TIVE MINHA PRIMEIRA CRISE AOS OITOS ANOS,FOI UM DESMAIO APARENTEMENTE NORMAL QUE FOI CONFUNDIDO PELOS MÉDICOS COM VERME ,POIS SENTI VONTADE DE VOMITAR ANTES DO DESMAIO.COM O TEMPO O DESMAIO SE REPETIU, MAS EU CONSEGUIA EVITAR SE MACHUCAR POIS SABIA QUANDO IA ACONTECER POR CAUSA DA VONTADE DE VOMITAR.MUITAS VEZES SENTIA QUE IA DESMAIAR, MAS NÃO DESMAIAVA,MAS FICAVA COM UMA SENSAÇÃO HORRIVEL.HOJE TENHO 21 ANOS E TIVE CRISES COM ENTERVALOS MUITO LONGOS,QUANDO TINHA 19 ANOS TIVE UMA CRISE QUE NÃO CONSEGUI EVITAR ME MACHUCAR ,POIS FOI MUITO MAIS RÁPIDO DO QUE DAS OUTRAS VEZES.FORAM TRÊS CRISES COM INTERVALOS MUITO CURTOS,ME PREOCUPEI E PROCUREI NOVAMENTE O MÉDICO E FOI COSTATADO QUE ERA EPILEPSIA,INICIEI O TRATAMENTO COM FENOBARBITAL ,MAIS TENHO DÚVIDAS POIS FIZ VÁRIOS EXAMES E SÓ UM ACUSOU A EPILEPSIA.GOSTARIA DE SABER SE PODE SER OUTRA DOENÇA E SE É EPILEPSIA QUE TIPO QUE É E SE PODE SE AGRAVAR COM O TEMPO?TENHO MUITO MEDO POIS VEJO CASOS DE PESSOAS QUE NÃO CONSEGUEM FAZER NADA SOZINHA POR CAUSA DA DOENÇA.

  27. Olá, gostaria de obter exatamente um diagnostico sobre convulsão ao dormir, pois até hoje nunca me deram isso. Eu, ao dormir depois dos trinta e cinco anos, passei a ter ataques convulsivos ao dormir ou ao despertar, pois tive antes de uma da manhã e depois das tres da manhã….Por favor, o que leva uma pessoa dormir para obter boas energias e acordar gougre de um ataque e chegar até a cair da cama e se machucar? É esse meu problema, atualmente estou com 47 anos tomo medicamentos duas vezes ao dia, conseguir trabalho se tornou a pior coisa…

  28. joseval, se entendi bem, vc pergunta sobre auxilio-doença. sua pergunta é importante, porque muita gente pensa que só por ter alguma doença neurológica não pode trabalhar. pelo contrário! a maioria das doenças neurológicas permitem, sim, que com o tratamento, a pessoa tenha uma vida normal, inclusive para trabalhar. exceções são, por exemplo, profissões de maior risco, quando a pessoa pode se machucar seriamente ou machucar outros ao ter alguma crise, e quando a epilepsia não é das mais comuns, com frequentes escapes de crise; exemplos::: trabalhar em alturas (construção de prédios, manipulando guindastes), trabalhar manipulando máquinas de alta precisão (risco de acidentes sérios de trabalho), ou pilotos de avião (risco de acidentes aéreos)… nestes casos, recomenda-se que a pessoa faça uma readaptação do seu trabalho, saindo da execução destas tarefas e indo trabalhar, por exemplo, em parte administrativa da empresa. tirando algumas exceções como estas que exemplifiquei, o habitual é que pacientes com epilepsia podem TRABALHAR NORMALMENTE. VIDA NORMAL.

  29. Gostaria de saber se quem é epilético tem direito a benefício do inss

  30. Oie, sou a sueli, minha mae faz uso da medicacao fenorbabital e carbamazepina; toma todos os dias, horario certo, e mesmo assim continua dando as crises; queria saber o motivo disso?

  31. dois filhos meus tem eplepsia um toma depakene e outro trilepital…queria saber se tem cura se um dia vao parar de tomar remedio ou o tratamento é para vida toda,um deles tem 10 anos e é muito magro e pequeno pode ser por causa da eplepsia?

  32. Boa tarde;Tenho um amigo que geralmente durante noite acontece algumas crises,não sabemos se são crises convulsivas de fato,e durante a crise ele perde o controle do corpo,no entanto depois que passa ele consegue descrever exatamente o que aconteceu e como aconteceu.Foi ao neurologista e ele solicitou,ressonância e encefalograma.De acordo com os resultados,está tudo normal.É possível ser de fato epilepsia?Ha mais ou menos dois anos ele sofre com este problema.

    Desde já,sou grata por sua resposta!

  33. Boa tarde;Tenho um amigo que geralmente durante noite acontece algumas crises,não sabemos se são crises convulsivas de fato,e durante a crise ele perde o controle do corpo,no entanto depois que passa ele consegue descrever exatamente o que aconteceu e como aconteceu.Foi ao neurologista e ele solicitou,ressonância e encefalograma.De acordo com os resultados,está tudo normal.É possível ser de fato epilepsia?Ha mais ou menos dois anos ele sofre com este problema.

  34. carolina, vc descreve um quadro de doença neurológica onde a criança não evolui, ou seja, tem um retardo do desenvolvimento neuropsicomotor. é impossível saber o diagnóstico apenas com essa descrição. se ela tem crises frequentes, ela tem epilepsia. o problema é que a epilepsia em crianças muito pequenas é um reflexo de outra doença de base (isso quando a convulsão não é devido a febre). portanto, concordo com vc que a sua sobrinha não tem só epilepsia, ela tem alguma encefalopatia (doença neurologica – termo generico) que, ou está evoluindo (se ela está piorando), ou está estacionada (se a criança consegue melhorar com o tempo).
    e mesmo tendo acesso à criança, seu exame clínico, exames de imagem, ressonancia, LCR, exs para pesquisar doenças metabólicas (ela deve ter feito tb), EEG, as vezes, mesmo assim, o diagnóstico é muito dificil. portanto, o que posso ajudar é que vc procure um serviço grande de neuropediatria, tipo em hospital universitário, na sua cidade, para passar com ela onde tenham bastante experiência com os casos mais dificeis.

  35. Boa noite,
    Tenho uma sobrinha de coração. A mesma completa 2 anos este mês. Foi diagnosticada com epilepsia.
    Ela toma vários medicamentos, porém só sei citar o topiramato.
    A mesma não anda, não fala, nem engatinha, não demonstra nenhum sorriso, ou choro. Ela faz terapias como eco terapia, fisio, hidroterapia, psicóloga, mas não temos notado melhora nenhuma. Será possível que a minha sobrinha, pode ter alguma síndrome? pois “eu” acredito que ela não tenha somente epilepsia, devido a não evolução da criança.
    Ela tem crises constantes e são crises de ausência, iguaizinhas as descritas acima por você.
    A mesma fez inúmeros exames, mas os resultado não demonstram nada. Inclusive fez exame para diagnosticar uma possível Rett, o qual deu negativo.
    Diante das leituras que tenho feito, do desenvolvimento da criança, das crises de ausência, o difícil diagnostico, os medicamentos a tanto tempo, .acredito talvez, sei lá em uma síndrome de Dravet, é possível? não sou medica, mas diante da situação, estamos sem saber o que pensar…..
    Desde já agradeço a atenção.

    Carol

  36. MEU FILHO TEM 9 ANOS….JÁ TEVE FEBRE ALTA QUANDO MAIS NOVO,MAS NUNCA TEVE CRISE..SÓ AGORA AOS 9 VEM APRESENTANDO CONVULSÕES..ELE TEM ARTRITE REUMATOIDE DESDE OS 5 ANOS E TOMA MEDICAÇÃO….AS CONVULSÕES TEM ALGO HAVER COM A ARTRITE..PORQUE TODA VEZ QUE DÁ A CONVULSÃO ELE COMEÇA A SENTIR DOR NA PERNA TIPO CÃIMBRA E LOGO VEM A CRISE..ME AJUDEM POR FAVOR…FICO DESESPERADA QUANDO O VEJO NESSA SITUAÇÃO….

  37. Bom dia,estou com minha esposa com crises de convulsões,nunca tinha tido antes, esta semana teve
    duas crises feias muito feias,fomos ao um especialista neuro ele passou para ela tomar o cadernal 100mm, isibrio mm
    para tomar 01 comprimido de cada ao deitar,mas teve uma crise de enchasso no corpo inteiro,pode ser por motivo do
    dos medicamentos.
    Procuramos outras opnioes e segundo tem com ser algo do lobo temporal, e o inchasso ser dos rins.

    Agradeço. Warley Guimaraes

  38. juliana, o trileptal nao deve ser tomado apenas uma vez ao dia. para ter uma proteção boa contra crises, deve ser tomado 2 x dia (cedo e noite). sobre sua pergunta, nao. nao irá alterar em nada a ressonancia. outra coisa, se seu marido teve apenas uma unica crise, há a opção de nao se dar nada de medicamentos,a nao ser que ele trabalhe em profissoes de risco (construção, altura, aviação, mexendo maquinas.

  39. Boa Tarde !
    No mês passado o meu marido teve uma crise convulsiva, ele nunca havia tido antes e passou muito mal, ele já fez a tomografia, o eletro e graças a Deus esta tudo normal agora irá fazer a ressonância .
    A Neuro passou para ele o Trileptal de 600miligramas 1 vez ao dia. Ele tomando esse remédio pode ocultar alguma coisa no resultado da ressonância ?

  40. Olá, tenho uma filha de seis anos, desde os dois anos ela apresenta crises de hipotermia com ausência de memória, essas crises acontessem mais ou menos duas vezes ao ano. Ja levei ela a vários médicos e ela ainda não tem diagnóstico. O desenvolvimento dela é normal para sua idade. Em sua última crise uma enfermeira me falou que minha filha era epilética e sofria com convulsões frias. Procurei esse termo e não encontrei nada a respeito. Saimos do hospital mais uma vez sem ela ter feito qualquer exame ou medicação. Pode me orientar se isso que a enfermeira me falou realmente confere? Grata

  41. Olá.
    Minha sobrinha tem hemiparesia e estava tomando o medicamento importando Keppra 100mg/ml solução oral. No entanto, o médico neurologista acabou mudando o medicamento e agora temos 02 frascos de 150ml cada desse remédio em casa, sem uso algum pois ela não pode mais tomar. Como é um medicamento caro e importado, não podemos devolver para os EUA e receber um reembolso ou algo assim. Por isso, estamos procurando quem queira comprá-los pois receberiam mais rápido (enviamos desde São Paulo/SP), pagariam mais barato, e em reais, não em dólares. Seguem os dados:
    KEPPRA 100mg/ml Solução Oral (150ml) LEVETIRACETAM
    Validade: 28/02/2017
    02 frascos de 150ml cada, LACRADOS, na embalagem original (caixa de isopor, embalagem de papelão, bula, frasco lacrado e seringa lacrada).
    Estamos vendendo a R$ 300,00 cada (pode comprar um só ou os dois juntos)
    Quem se interessar ou conhecer alguém que se interessar por favor entre em contato: silviasoaresdepaiva@hotmail.com
    Enviamos as fotos e combinamos tudo. Desculpe postar isso aqui mas estamos tendo dificuldade para vender e foram muito caros. Foi um gasto a mais (quem tem alguém especial na família sabe como a situação financeira fica).
    Obrigada

  42. DEPOIS DE UM DERRAME OCULAR E UMA INTENSA DOR DE CABEÇA,FIZ RESSONÂNCIA E DEU QUE PEQUENOS VASOS SE ROMPERAM E POSSÍVEL PEQUENAS DOENÇAS NO FUTURO O MEU NEUROLOGISTA NÃO ME S[XPLICOU O QUE REALMENTE TENHO ME PASSOU DEPAKENE E ALPRAZOLAM…PODERIA PORFAVOR ME EXPLICAR O QUE EU TENHO

  43. MEU FILHO, QUANDO NASCEU, NO TERCEIRO DIA DE VIDA, TEVE UM CRISE DE CONVULSOES .HOJE ELE TEM 12 ANOS, NUNCA MAIS TOMOU REMEDIO. AGORA DE UNS MESES PRA CA, TEM REVIRADO OS OLHOS ELE DISSE QUE É COCEIRA NOS OLHOS; NAO E SEMPRE.

  44. Oi meu nome é Thiago tenho 21 anos e minha primeira crise foi com 19 anos e até hoje nenhum médico sabe me explicar o por quê dessas crises e qual remédio tomar para evitá las ?

  45. olá tenho 13 anos , minha primeira crise convulsiva foi aos 10 anos , mas não entendo o porque tive essa crise , tomo um remédio se chama DEPAKENE tomo 1 inteiro de manhã e 1 inteiro a noite , e quando tenho as crises minha mãe fala que meus olhos ficam para cima as vezes espumo e eu não me lembro de como eu me bato , mas lembro a partir da hora que dá e sinto uma pequena dor e minha respiração fica ruim e depois fico com dor de cabeça e fico molengo e um pouco fraco!

  46. meu pai é idoso, tem avc e nunca tinha tido ataque, teve um domigo; levei ele ao medico
    medico, que disse q foi convulsao, pois ele tinha caido e estava com ferimento no braço, e por isso estava lhe causando muita febre, e teve comvulsao febril, mas na segunda ele teve d novo, mas a temperatura dele ta normal. alguem me ajuda?

  47. AO 45 ANOS TIVE A PRIMEIRA CRISE DO NADA DEPOIS HOUVE VARIAS CRIISES , EM UM DIAS COM POUCO ENTEVALOS ACABEI TENDO OITOS DAI FUI A MEDICA ONDE A MESMA RECEITOU LAMITOR E FRISIUM POREM NÃO DESCOBRIU NADA NOS MEUS EXAMES RESSSONÂNCIA E TOMOGRAFIA,PORÉM ATE O MOMENTO NÃO TIVE MAIS CRISE ( OITO MESES DEPOIS) MAIS TENHO DORES DE CABEÇAS TODOS OS DIAS

  48. Olá meu filho tem 2 anos e 6 meses e teve convulsões. Ele teve uma febre de 38 graus passou e logo após teve convulsões. O que faço isso tem cura? Estou desesperada.

  49. leonardo, estes momentos em que vc fica “apagado” ou “ausente” podem, sim, ser micro-crises, ou crises parciais complexas.

    convem falar com o neuro, e tentar ver se, aumentando a dose do remedio (que está ainda em faixa que pode ser aumentada), as mini crises param de acontecer.

  50. Sinto EPILEPSIA há bastante anos. Faço uso de GARDENAL e HIDANTAL. Mas mesmo assim continuo doente. Graças a DEUS tenho uma família que sempre me deram o suporte que precisava. Então o apoio principal para um epiletico, tem que sair de sua casa, pais e irmãos engajados para ajudar o doente. Porque a sociedade não o aceitam e é por isto que muitos não fazem o tratamento da forma que tem que ser feito.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *