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Para os amantes da música dos anos 80…
Snow Patrol feat Police – Every Car you Chase
Por Maramélia Miranda
Não vivo sem eles. Os chamados Apps, ou aplicativos (Obs: se não sabiam o que era o termo “apps”, precisam acordar para o mundo!!!), já fazem parte da rotina de todos os usuários de smartphones.
Os aplicativos abaixo me ajudam no dia a dia, na prática clínica, na avaliação diária dos doentes, no trânsito parado, ou quando simplesmente não estou fazendo nada. E quando não lembro de algo, porque sabemos ser impossível decorar todas as escalas neurológicas existentes atualmente, ao invés de procurar em sites de busca na internet, tenho-as na palma da minha mão… Quando quero relaxar, nada melhor do que ver imagens deslumbrantes de verdadeiros artistas das fotografias, pelo Instagram.
A seguir, meus top 10 FREE APPS (em ordem alfabética):
1..:: AppsGonefree – este app mostra, todo dia, uma listinha de aplicativos pagos que ficam temporariamente gratuitos. Ou seja, vc consegue boas barganhas com alguns apps bem interessantes. Não há versão para Android.
2..:: EDSS Calc – calculadora para escala EDSS em Esclerose Múltipla. Hoje ferramenta indispensável para tratar e acompanhar os pacientes com EM (o cálculo desta escala é obrigatório para a dispensação dos medicamentos modificadores da doença, na Secretaria de Saúde de SP). Procure em IOS e Android; o aplicativo em IOS é pago (U$0,99), em Android (EDSS Calculator) gratuito.
3..:: Instagram – Para quem gosta de fotografia, se escolher usuários “bons”, adorará… Em IOS e Android.
4..:: Lanterna LED HD – Simples como seu nome: uma lanterna no celular. Uso muito para examinar pupilas (a luz é bem power!!!) 🙂
5..:: Neuromind – Bendito Pieter Kubben (desenvolvedor). Este é o app mais completo em Neurociências que conheço. Se alguém tiver outro melhor, me fale. O Neuromind inclui várias coisas para Neurocirurgia (classificação de MAVs, classificação ISUIA 2003 para risco em aneurismas cerebrais, escalas de TCE), mas tb coisitas em Neuroclínica, como escala ICH para os hematomas, escore ABCD2 em AIT, escore CHADS2-VASc em FA, e vários tipos de escores… Perfeito para o dia a dia e para o ensino. Em IOS e Android.
6..:: PDF Printer – Como diz o nome, grava qualquer página da web em formato PDF. Para Android, há o Web to PDF, PDFprint, entre vários.
7..:: PubMed on Tap – tenha na sua mão a busca do PubMed, mas na versão app. Nos Androids, procure o app PubMed Search, pois existem vários do mesmo tipo.
8..:: Shazam (ou SoundHound) – para descobrir quem canta aquela música que vc ouve, adora, mas não sabe qual é. Maravilhoso. Em IOS e Android.
9..:: STAT NIH Stroke Scale – versão hiperfácil – eletrônica, para fazer a escala do NIH do AVC – escala para avaliação do AVC agudo. As versões para Android são pagas (grande maioria).
10..:: TinyScan – basicamente, um scanner no seu celular.Você fotografa e a foto vira um arquivo PDF. E você pode mandar o arquivo para quem quiser via email. Muito bom para enviar documentos, formulários, cópias de docs, eletronicamente. Para Android, procure o CamScanner.
ATENÇÃO: A maioria destes apps existe em versões para IOS (iPhones) e Android. Se vc é médico, e não tem ainda um smartphone com sistema IOS (iPhone) ou celulares com Android, uma sugestão: pense nesta ideia.
Por Maramelia Miranda
Intravenous immunoglobulin for treatment of mild-to-moderate Alzheimer’s disease: a phase 2, randomised, double-blind, placebo-controlled, dose-finding trial. Lancet Neurology 2013;12(3):233-243.
Meta-analysis of early non-motor features and risk factors for Parkinson disease. Ann Neurology 2012;72(6):893-901.
Why Calls for More Routine Carotid Stenting Are Currently Inappropriate: An International, Multispecialty, Expert Review and Position Statement. Stroke 2013, publicado ASAP 19 mar 2013.
Guidelines for the Early Management of Patients With Acute Ischemic Stroke. A Guideline for Healthcare Professionals From the American Heart Association/American Stroke Association. Stroke 2013; 44: 870-947.
Por Maramelia Miranda
Tags: rTPA endovenoso, tratamento AVCi agudo, trombólise, trombolítico, trombectomia, SOLITAIRE.
Foram apresentados esta semana, em San Diego, no 65th Congresso Americano de Neurologia, os resultados de um estudo de registro com o uso do tratamento combinado rTPA + device SOLITAIRE para casos de AVCi agudo.
Alguém percebeu a semelhança??? Sim. O estudo aí em cima avaliou exatamente a terapia testada no IMS-III, aqueeeeeele… Aquele que comparou rTPA EV isolado versus rTPA EV + trombectomia mecânica no AVCI agudo, que foi interrompido prematuramente por futilidade, e cujos resultados foram negativos, deixando todos nós bem desanimados no final do ano passado…
Lembrando que o IMS foi controlado, e este aí é um registro…
Registro NASA
O North American SOLITAIRE Acute Stroke (NASA) Registry – ou mais simplesmente – Registro NASA, analisou pacientes tratados com rTPA endovenoso combinado à terapia endovascular, usando apenas o dispositivo de trombectomia mecânica SOLITAIRE-SR.
Foram analisados 156 pacientes com AVCi agudo e escala do NIH média de 19 pontos.
Os dados apresentados (clicar na tabela) sugerem melhores desfechos clínicos do que os historicamente observados com rTPA ou terapia combinada (dados do IMS-III).
mTICI = Modified Thrombosis in Cerebral Infarction.
Lembrem-se: É um estudo de registro!
Por fim, mais um recadinho: nada de euforia…
Registro é registro. Estudo de registro é a observação clínica de uma experiência em um grupo de pacientes. É complicado comparar resultados de um registro com estudos anteriores. Essa conversa de comparar resultados de registros com séries “históricas” já deu, não concordam?!
E aqui pra nós, sabemos bem que a turma da Neurorradiologia Intervencionista adora fazer isso… Mas ao mesmo tempo, já fazendo justiça a eles (meus amigos neurointerventionalistas, eu amo vocês! Os comentários são feitos com muito carinho), nem devemos culpá-los tanto assim, afinal, primeiro eles costumam mesmo ver as suas experiências pessoais com os dispositivos, se boas ou más, para depois testá-los de forma controlada. Daí a necessidade de um trial randomizado, avaliando se estes resultados se replicam no contexto de um estudo controlado. Se parar pra pensar, é a mesma coisa que nós, clínicos, fazemos, quando vemos o efeito de um medicamento sendo benéfico e depois indo atrás para testá-lo em grande escala e de forma estatisticamente confiável. A diferença é que nós trabalhamos com comprimidos e drogas, eles com os devices…
Por fim, lembremos, por exemplo, que em relação a trombólise intraarterial / macânica, até agora, só temos de estudos controlados o PROACT II e o IMS III, ou tem algum outro? Ajudem-me, e perdoem-me se estou errada, pois só me lembro destes dois…
Finalmente… A pergunta.
Quando será que teremos os resultados do estudo controlado com rTPA + SOLITAIRE?????
Fontes: American Academy of Neurology (AAN) 65th Annual Meeting. Emerging Science Abstract 011. Presented March 20, 2013.
Figura: Covidien website.
Como nem todos tem a curiosidade de abrir as abas de músicas e cinema (ali em cima), vou começar a postá-las aqui. Afinal, ninguém é de ferro pra ficar falando só de Neurologia… Esta semana, 70′.
September – Earth Wind and Fire
Por Maramelia Miranda (Atualizado em Nov 2021)
tags::: ultrassonografia transcraniana, substância negra, doença de Parkinson, diagnóstico, hiperecogenicidade da substância nigra, ultrassom modo B, US transcraniano, ultrassonografia na doença de Parkinson, Doppler transcraniano do mesencéfalo, US transcraniano dos gânglios da base.
O Laboratório Fleury realiza o exame de Ultrassom (US) transcraniano para avaliação do parênquima cerebral, também chamado de US transcraniano da substância negra, ou US transcraniano do mesencéfalo.
Este exame avalia primariamente a ecogenicidade da substância nigra, cujo aumento é encontrado em mais de 80% dos portadores de Doença de Parkinson idiopática, sendo considerado um provável marcador pré-clínico da doença.
Trata-se de um método complementar relativamente recente que, diferentemente do Doppler transcraniano convencional, avalia as estruturas intracranianas através da aquisição das imagens ultrassonográficas em modo B.
E ao contrário do que se pensa, o US transcraniano consegue ver a ecogenicidade da substância nigra com maior sensibilidade do que as imagens de ressonância magnéticas convencionais em aparelhos de até 3 Tesla. Notícia boa para os colegas profissionais que trabalham com ultrassom, e para nós, entusiastas no campo da Neurossonologia.
Vejam abaixo algumas imagens interessantes do US transcraniano do parênquima (arquivo pessoal), e procurem identificar o mesencéfalo nas figuras…
Para saber mais, veja o que escrevemos no final do ano passado, postado AQUI mesmo no nosso Blog.
Ressalto aos colegas neuros que deve-se ter atenção ao mencionar, no pedido médico, que trata-se do US transcraniano para esta avaliação específica (tremores, Parkinson, ver mesencéfalo e/ou substância nigra).
Veja AQUI, outros locais em São Paulo onde encontrar este exame.
Por Maramelia Miranda
Já está disponível no site do Ministério da Saúde, o novo e atualizado Manual de Rotinas para Atenção ao AVC, organizado pela Dra. Sheila Martins (RS) em parceria com o Ministério e diversos colaboradores. Seu formato é bastante interessante, um guia rápido-direto-mas-completo, para os profissionais de enfermagem, médicos emergencistas e neurologistas que atuam com o AVC agudo. Boa pedida!
Acesso ao documento PDF –> AQUI.
Por Maramelia Miranda
Vejam só que interessante: como parte de uma campanha conjunta do Board Americano de Medicina Interna (ABIM – American Board of Internal Medicine) e diversas especialidades médicas, entre elas a AAN – American Academy of Neurology, chamada Choosing Wisely (fazendo escolhas inteligentes), foi publicada ontem, na revista Neurology, uma listinha das 5 coisas boas-inteligentes, de boa prática neurológica, que todo neurologista deve fazer. A campanha já tem várias top lists em diversas especialidades. Agora foi a vez da Neuro…
O curioso é que as recomendações Top 5 – Choosing Wisely da Neurologia… Só tem Don’ts!!!!!
Vejam vocês: (texto transcrito ORIGINALMENTE do paper)
“1: Don’t perform EEGs for headaches.
2: Don’t perform imaging of the carotid arteries for simple syncope without other neurologic symptoms.
3: Don’t use opioids or butalbital for treatment of migraine, except as a last resort.
4: Don’t prescribe interferon-β or glatiramer acetate to patients with disability from progressive, nonrelapsing forms of multiple sclerosis.
5: Don’t recommend carotid endarterectomy for asymptomatic carotid stenosis unless the complication rate is low (<3%).”
Para quem quiser saber mais, acesse o link do artigo, que descreve também as recomendações “finalistas”, votadas pelo board de neurologistas que participaram da “eleição”. Foram 11 as recomendações “finalistas”. Querem saber quais as outras, que perderam para os Top 5 acima?!
Não vou contar… Vejam (leiam) vocês mesmos… Curiosity!!!!
No final das contas, é aquilo que sempre falo e o que advoga o nosso blog (não à toa, nosso slogan): NEUROLOGIA INTELIGENTE…
Não vamos fazer coisas “burras” e fúteis por aí. Agora está publicado.
LINKS
Por Maramélia Miranda
Tags: AVCi, tratamento, antiagregação, clopidogrel, dupla antiagregação, aspirina, estudo clínico.
Esta eu já suspeitada. Não à toa, desde os resultados do estudo CHARISMA (anos atrás), vários neurologistas vasculares já usavam, na sua prática clínica diária, a dupla antiagregação plaquetária na fase aguda, nos casos de AVCi. Me incluo neste grupo.
Alguns, inclusive, extrapolavam as recomendações das principais sociedades neurológicas, e “seguiam” os nossos coleguinhas cardiologistas, dando bolus de clopidogrel na chegada do paciente com AVC isquêmico agudo, ainda na sala de emergência… Isso eu confesso que ainda não fazia.
O estudo CHANCE – Clopidogrel versus aspirin in High-risk patients with Acute Non-disabling Cerebrobascular Events (## como são criativos estes caras que inventam os nomes dos estudos…), realizado e financiado pelos chineses de Beijing, comprovou que realmente… Existe este benefício!
Wang e colaboradores estudaram 4827 pacientes (quase 5000 indivíduos!!!), dividindo-os em dois grupos: tratados com aspirina sozinha versus aspirina e clopidogrel (bolus de 300mg + 3 meses de dupla antiagregação com aspirina + Clop 75mg/dia). Analisaram os desfechos clínicos de AVCi ou AVCh nos 3 primeiros meses após o evento índice. Estudaram apenas AVCi minor (com escala de NIH menor ou igual a 3) e AIT com alto risco de recorrência (ABCD2 >4).
Resultado principal: Veja o gráfico:::
O risco de novos eventos isquêmicos foi de 11,4 vs 7,9%, a favor do grupo tratado com dupla antiagregação na fase aguda (p<0,001). Resultado com significância estatística.
Os resultados, desenho do estudo, financiadores, médicos colaboradores e tabelas/gráficos, estão em formato PDF para livre acesso, no site da AHA – AQUI, e foram apresentados hoje, no congresso americano de AVC, no Havaí.
OBS 1::: Nova CHANCE ao clopidogrel + aspirina…
OBS 2::: CHANCE – Clopidogrel versus aspirin in High-risk patients with Acute Non-disabling Cerebrobascular Events (## será que são esquizofrênicos, ou autistas, ou superdotados, ou obssessivo-compulsivos … Estes caras que inventam os nomes dos estudos…???)