Novas faculdades de Medicina…???

Vejam, leiam dois interessantes artigos da Folha deste domingo, na seção Debates/Tendências…

Mais uma vez, o assunto do momento: Médicos, formação médica, novas políticas do recente governo e Ministérios da Saúde e Educação.

Um dos textos, originalmente AQUI, escrito por uma professora da USP e Mackensie, Maria Paula Dallari Bucci, que já trabalhou no final da década passada, na Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação do governo do PT, ou seja, já esteve lá dentro, e agora vê, de fora, o caos que Mercadante e Padilha estão fazendo (ou querendo fazer…)…

O outro artigo – AQUI, de outro professor da mesma USP, Paulo Carpel Narvai, reflete as necessidades de dar mais acesso à Saúde para os brasileiros mais carentes, argumentando que a criação de novas vagas de Medicina, e maior número de profissionais médicos, pode auxiliar neste trabalho…

Transcrevo o artigo com o qual mais me identifiquei, a seguir.

*************************************************

“Erro de percurso

A determinação de criar mais 11 mil vagas em cursos de medicina até 2017 é um erro mais grave do que parece. É quase inviável que essas vagas tenham qualidade.

O Brasil já teve algumas faculdades de medicina que eram notórias linhas de produção de médicos despreparados, que descobriam na clínica as falhas de sua formação, resultado, majoritariamente, da falta de treinamento prático e supervisão.

A partir de 2006, com a definição de um novo marco regulatório na educação superior, baseado na avaliação, criou-se fundamento para maior exigência tanto para autorização como para o reconhecimento de cursos, combinada com as disposições jurídicas necessárias para o fechamento daqueles com qualidade insatisfatória, ou pelo menos a redução de suas vagas.

O instrumento de avaliação para autorização de cursos de medicina, contendo as condições mínimas para o seu funcionamento, exige a “disponibilidade de serviços assistenciais, incluindo hospital, ambulatório e centro de saúde”, visando oferecer aos alunos locais de “prática desde os estágios iniciais”.

Essa disposição concretiza objetivo apontado nas Diretrizes Curriculares Nacionais de Medicina, de 2001: “A formação do médico incluirá, como etapa integrante da graduação, estágio curricular”, que deve corresponder a pelo menos 35% da carga horária do curso.

O processo de supervisão de cursos de medicina realizado pela Secretaria de Educação Superior, em 2008, para avaliar as deficiências dos cursos com desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) revelou que o que mais explicava os resultados negativos era a precariedade do internato, nos dois anos finais do curso, em que se concentra o aprendizado prático. É a fase mais cara e complexa do ensino médico.

Essa experiência embasou um redirecionamento da formação médica de fortalecimento da residência. E hoje esse serviço chegou a locais que até poucos anos atrás eram desassistidos. As iniciativas do programa Mais Médicos desorganizam profundamente a sua evolução.

Também está em risco a possibilidade de racionalização da formação médica baseada em estudo sobre a distribuição geográfica dos médicos no Brasil, que identifique as localidades realmente carentes e oriente a abertura de novos cursos, mediante chamada pública.

O Brasil hoje forma, por ano, cerca de 15 mil médicos. Qual a necessidade e o sentido de quase dobrar o número de ingressantes? E por que fazê-lo em menos de quatro anos?

A criação de 23 novos cursos de medicina, entre 2011 e 2013, somada à anulação dos cortes de vagas efetuados nos processos de supervisão de 2008 retiram toda a credibilidade da promessa de qualidade.

A abertura de mais vagas em cursos de medicina não irá proporcionar a melhoria dos sistemas de saúde locais. Talvez traga algum prestígio às cidades que sediarem esses cursos; há muitos prefeitos que acreditam, de boa-fé, que a presença de uma faculdade de medicina valoriza a cidade e cria um fato que depois justificará romarias a Brasília pedindo hospitais, verbas, pessoal, enfim, toda a estrutura que hoje falta à saúde pública e que faltará também ao curso nascente.

Mas quem certamente ficará satisfeito com a perspectiva das novas vagas são as instituições privadas, cujo retorno financeiro virá não apenas dos cursos de medicina, mas também do ganho marginal com outros cursos da área da saúde que a instituição ofereça. E depois desses desacertos, voltaremos a ouvir as velhas promessas de melhoria da qualidade da educação superior. Esse problema, o país já demonstrou que pode e quer enfrentar.”

Entenda quais comorbidades podem se associar à Hidrocefalia de Pressão Normal

Por Maramelia Miranda

O diagnóstico de Hidrocefalia de Pressão Normal idiopática (HPN) é fácil. Fácil?! Nem tanto. Com os casos de demência chegando cada vez mais nos consultórios neurológicos, atentar para este diagnóstico e, principalmente, evitar o superdiagnóstico desta condição, é fundamental.

A tríade clássica de ataxia, distúrbios esfincterianos e declínio cognitivo rápido nem sempre está presente na HPN. Quando está, pode já ser um sinal de doença mais avançada. Além do que, em se tratando de idosos, sabemos que os sintomas cardinais da HPN (memória, esfincter e marcha) são queixas extremamente frequentes!!!!!!

Senão vejamos:

1 – Quem já não viu distúrbios de marcha em idosos que podem ser simplesmente sinal / sintoma de artrose, doenças do quadril, dores da coluna, estenoses de canal, ou uma instabilidade postural de um quadro de parkinsonismo…? Ou um quadro pseudo-bulbar de uma demência vascular?

2 – O que falar então dos idosos que tem incontinência urinária? No homem, uma causa frequente são os problemas prostáticos; nas mulheres, doenças como infecções urinárias de repetição e/ou déficits da musculatura pélvica…

3 – Finalmente, a queixa de memória, tão frequente nos dias de hoje, associadas com comorbidades psiquiátricas, depressão, ansiedade, passando por perda de memória associada à idade, e chegando finalmente nas demências degenerativas, e aí entrando como diagnóstico principal a demência por Doença de Alzheimer…

Ou seja, podemos ter em nossas mãos um caso de HPN, ou algo misto, ou algo não-HPN…

Malm e colaboradores publicaram uma revisão recentemente, que revisa e comenta exatamente sobre estas doenças todas que podem simular ou estarem presentes concomitantemente nos pacientes com HPN, doença ainda estranha, que perturba e confunde as nossas cabecinhas. O documento recomenda um conjunto de medidas a serem feitas em casos quando há suspeita das comorbidades que podem simular e confundir o diagnóstico de HPN.

Malm et al. Influence of comorbidities in idiopathic normal pressure hydrocephalus — research and clinical care. A report if the ISHCSF task force on comorbities in INPH. Fluids and Barriers of the CNS, 2013.

 

“Meio médico, meio escravo”

Texto de Fernando Reinach, para O Estado de São Paulo

Íntegra – AQUI

Trechos principais:

“Incapaz de convencer jovens médicos a trabalhar no SUS, o governo federal resolveu criar um novo profissional, o meio médico meio escravo. Esse profissional, inspirado nos mitológicos centauros e na famosa meia muçarela meia calabresa, virá em duas versões, nacional e importado. É a pizza que vai ser servida no SUS.

(…)

Diálogo no Planalto: “A solução é forçar os médicos a trabalhar onde queremos. Mas como é possível forçar alguém que possui um CRM e portanto o direito de praticar sua profissão em qualquer lugar do País? Fácil, basta criar um CRM provisório, que só permite ao recém-formado clinicar no local designado. Cumprida a missão, liberamos o CRM definitivo. Mas isso não é uma forma de coerção? Não se preocupe, o trabalho cívico fará parte formal do treinamento, basta aumentar o curso em dois anos. Boa ideia, quem escreve a medida provisória?”

No dia seguinte: “Um aluno com um CRM provisório é um médico de verdade? Pode tratar pacientes sem supervisão? Claro que sim, senão como ele vai trabalhar no local designado? Mas então ele não é um aluno, é um médico escravizado. Não, escravidão é inconstitucional, ele tem de ser também aluno, vai lá, escreve a MP, depois resolvemos esse detalhe. Sim, chefe, mas que tal incluirmos os médicos importados na MP? Basta dar a eles uma licença provisória para praticar a medicina no País, uma espécie de CRM provisório atrelado ao local de trabalho. Brilhante, vai, escreve a MP que o Diário Oficial fecha daqui a duas horas.”

No terceiro dia eles descansaram. Haviam criado o meio médico, meio escravo. A pizza que esperam servir aos manifestantes. Se tudo der certo, agora vamos protestar na frente das Faculdades de Medicina e do CRM, os verdadeiros culpados pela crise na saúde pública.”

**************

Resumindo, é isso.

Tags: CRM, escravo, Estadão, Faculdade de Medicina, Fernando Reinach, médicos, SUS

Uso de antitrombóticos e procedimentos cirúrgicos: Quando e como parar ou voltar?

tags: AAS, extração dentária, varfarina, marevan, coumadin, parada de antiagregantes, anticoagulantes.

Por Maramelia Miranda

É um deja vú reincidente: “Doutor, preciso fazer um tratamento dentário. Como faço com o AAS (ou clopidogrel? ou warfarina?)???”

Recente publicação da American Academy of Neurology traz recomendações sobre a conduta no manejo de antitrombóticos em pacientes com doença cerebrovascular que precisam realizar procedimentos cirúrgicos. Apesar de não haver muitos estudos clínicos de boa qualidade científica, em geral, as recomendações principais baseadas nas evidências encontradas são:

  • A aspirina deve ser mantida em procedimentos dentários (Nível A), e sua manutenção pode ser segura em alguns outros tipos de procedimentos cirúrgicos menores, como anestesia ocular invasiva, cirurgia de catarata, cirurgias dermatológicas, biópsia de próstata transretal guiada por US, procedimentos epidurais e cirurgia de túnel do carpo (Níveis B e C). 

  • Quanto à warfarina, os pacientes devem continuar o seu uso em procedimentos dentários (Nível A), e em pequenos procedimentos dermatológicos (Nível B). Há maior dúvida em casos de ENMG, procedimentos prostáticos, hérnia inguinal e cirurgias vasculares periféricas pequenas (a diretriz refere-se como “…should possibly continue warfarin” – Nível C). Em casos de polipectomias por colonoscopia, provavelmente a manutenção da warfatina aumenta o risco de sangramento (Nível C).
  • Há pouca evidência a favor ou contra o uso de terapia de ponte (bridging) com heparina, quando queremos retirar ou voltar com a warfarina (Nível U). 

  • A terapia de ponte com heparina parece aumentar o risco de sangramento, quando comparada com a simples manutenção da warfarina (Nível B).

  • Deve ser informado ao paciente e familiares sobre o risco aumentado de risco de AVC isquêmico em casos de parada do antitrombótico, particularmente por período ≥7 dias (Nível B).

Guideline na íntegra: Armstrong MJ, Gronseth G, Anderson DC, et al. Summary of evidence-based guideline: Periprocedural management of antithrombotic medications in patients with ischemic cerebrovascular disease: Report of the Guideline Development Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 2013;80:2065-2069.

 

SUS é comparável ao NHS inglês e Suécia?! Medicina em 8 anos?

tags: Medicina em 8 anos, curso de Medicina, plano Mais Médicos, Alexandre Padilha, Saúde, anúncio

Por Maramélia Miranda

Caros colegas, estarrecida, assisti na noite de 8 de julho a ampla cobertura do noticiário sobre o plano do governo, chamado de “Mais Médicos para o Brasil”. Veja uma das boas reportagens, do Estadão AQUI. E outra do G1 AQUI. E comentários interessantes de Reinaldo Azevedo (confesso, não gosto muito dos comentários de extrema-direita dele) – AQUI, Leoleli Camargo, reporter do Ig, falando sobre como outros países lidam com este problema – AQUI, e comentário de Merval Pereira, falando sobre os “Descaminhos do governo de Dilma”- AQUI.

Com a alegação de querer “copiar” o modelo de saúde inglês (?!), achando que SUS e o Brasil parece ou pode um dia parecer com o sistema de saúde sueco ou com o NHS e a monarquia britânica… E querendo fixar mais médicos (recém-formados) com preceptores (?!), treinamento (?) nas localidades distantes, periferias e UBS, obrigatoriamente por mais 2 anos, Alexandre Padilha (futuro candidato do PT ao governo de SP) e Aloísio Mercadante lançaram os seus planos devidamente prestigiados e apoiados por Dilma Roussef. A ideia é interessante e já aplicada em países como México, Argentina, Chile, Uruguai, Inglaterra… Apenas há de se ter gente sensata para adequá-la à realidade da formação médica brasileira, como ela é hoje…

Eu já fiz minha parte. Mandei um emailzinho para o gabinete da Presidência e para sua Secretaria-Geral, bem como para o CFM e CREMESP. Sei que não irão ler, certamente apagarão as mensagens, mas mesmo assim fiz a minha parte como médica e cidadã.

Lembrando:

1 – O tempo de nossa formação atual não é 6a, mas de pelo menos 9a (se o médico escolher uma especialidade clínica, quando deverá fazer mais 3 anos de residência), e até 10-12 anos (se este escolher uma especialidade cirúrgica, terá que ralar como residente + uns 4-6a para frente).

2 – Ou seja, o plano é aumentar este já EXTENSO TEMPO para mais 2a?!!!

3 – Um futuro estudante de Medicina, portanto, terá que saber que entrará para passar pelo menos 11 anos estudando – trabalhando no SUS – isso se resolver fazer residência de alguma especialidade clínica (se for Cirurgia, mais tempo).

4 – De onde irão tirar (Da cartola? Brotará do chão dos sertões? Cairá dos céus das periferias?) os preceptores para orientar estes recém-formados nos interiores e periferias do Brasil?! Preceptores das respectivas faculdades de Medicina que, segundo o próprio Padilha, também serão remunerados(?!)

4 – O pior: comparar o modelo de saúde SUS e tentar fazer o mesmo que faz o modelo de saúde da Inglaterra, o NHS, ou com o modelo socializado de saúde sueco (onde se paga mais de 60% de imposto, mas recebe-se tudo de volta em serviços públicos!)… Foí demais… Total desconhecimento mesmo…

ohnono

Modelo copiado da Inglaterra e Suécia… É pra sentar e chorar…

Nova CHANCE para a dupla antiagregação?

tags: CHANCE study, antiagregação dupla, aspirina e clopidogrel, AVC isquêmico, tratamento, clopidogrel, AVCi, risco de sangramento

Por Maramelia Miranda

Foi publicado no dia 26 de junho, na NEJM, o estudo CHANCE – Clopidogrel in High-risk patients with Acute Nondisabling Cerebrovascular Events (CHANCE) study, que avaliou 5170 pacientes chineses com AVC isquêmico minor (pacientes com NIHSS < 3) ou AIT, testando o uso de ataque de clopidogrel (300mg) + dupla antiagregação (aspirina e clopidogrel) na fase aguda (iniciados até 24 horas do ictus até 21 dias), seguidos de clopidogrel versus aspirina por 3 meses.

Os resultados positivos do CHANCE foram bastante comentados na apresentação do estudo em fevereiro deste ano, no Congresso Americano de AVC. Afinal, anteriormente, outros trials falharam em demonstrar este benefício. Wong e colaboradores mostraram que houve uma redução de 3.5% na ocorrência de AVC em 90 dias (NNT – number needed to treat – para prevenção de 1 AVC em 90 dias: 29), no grupo tratado com dupla terapia antiagregante seguida de clopidogrel, versus o tratamento convencional com aspirina. E, melhor, houve taxas similares de sangramentos moderados ou severos.

Endpoint Clopidogrel + Aspirina (%) Aspirina  (%) Hazard Ratio (95% IC) P
AVC (endpoint primário) 8.2 11.7 0.68 (0.57 – 0.81) <.001
AVC / IAM / Morte cardiovascular 8.4 11.9 0.69 (0.58 – 0.82) <.001
AVC hemorrágico 0.3 0.3 1.01 (0.38 – 2.70 ) .98
Sangramento grave 0.2 0.2 0.94 (0.24 – 3.79) .94
Sangramento moderado 0.1 0.2 0.73 (0.16 – 3.26) .68
Sangramento leve 1.2 0.7 1.57 (0.88 – 2.79) .12

O editorial que acompanha o paper salienta que o estudo foi feito com uma população chinesa, o que teoricamente restringe a extrapolação destes resultados para outras populações, mas lembrando que outros estudos são necessários para confirmar estes resultados em pacientes ocidentais.

Divirtam-se com a leitura! Lembrando que o acesso aos artigos da NEJM está LIVRE!

LINKS

Wang et al. Clopidogrel with Aspirin in Acute Minor Stroke or Transient Ischemic Attack. NEJM 2013.

Hankey GJ. Dual Antiplatelet Therapy in Acute Transient Ischemic Attack and Minor Stroke. Editorial. NEJM 2013

Classificação Internacional de Cefaleias, 3a. Edição

tags: ICHD3 beta, cefaleias, classificação, edição 2013, migrânea crônica.

Por Maramelia Miranda

Após o recente Congresso Internacional de Cefaleias, ocorrido no último final de semana em Boston, foi lançada e publicada a terceira edição da Classificação Internacional de Cefaleias – originalmente “International Classification of Headache Disorders – 3rd. edition / beta version”, ou simplesmente ICHD3 – beta.

IHS classification

Na Cephalalgia, o editorial de Jes Olesen, chairman do documento, ressalta as principais mudanças da nova versão em relação à anterior (de 2004), e a importância de aplicação desta atualizada classificação na prática clínica, nos próximos anos, em uma fase de “teste” e “ajustes” para a publicação da versão final do documento, planejada para 2016.

Mudanças

Uma das principais diferenças em relação à classificação anterior (2nd edição) foi a incorporação do diagnóstico de enxaqueca crônica (definida como dor característica de enxaqueca, por pelo menos 15 dias no mês, por pelo menos 3 meses), assim como já acontece com a cefaleia tensional, que pode ser episódica ou crônica.

É importante ressaltar que a aplicação da nova classificação pela comunidade neurológica, bem como o feedback dos neurologistas quanto a algum detalhe ou ajuste de nomenclaturas, critérios ou definições, podem ser enviados diretamente por email, ao chairman da ICHD3 – beta ou aos coordenadores de sub-grupos (a listagem consta no documento).

 LINKS

Olesen J. ICHD-3 beta is published. Use it immediately. Cephalalgia 2013.

ICHD3 beta. International Classification of Headache Disorders, 3rd Edition – Beta version. Cephalalgia 2013.

Quanto custa a saúde nos EUA? Veja.

Um artigo muito interessante publicado semana passada, na The Economist, fala sobre a conta altíssima da Saúde nos Estados Unidos, um dos principais motivos das reformas promovidas por Obama nesta área.

20130629_gdc892

Uma reflexão para nós, brasileiros, não cometermos este mesmo erro (Percebam que isso já está acontecendo! Basta olhar os custos e reajustes regulares das operadoras de planos de saúde)…

E para que nossos filhos possam, daqui a 20 anos, pagar um seguro-saúde sem depender de planos corporativos…

Health care in America is ludicrously expensive. (introdução do artigo)

Prescription for change: America’s hospital industry prepares for upheaval. (artigo na íntegra)