Bem interessante este artigo de revisão dos coreanos do Samsung Medical Center, em Seul.
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Bem interessante este artigo de revisão dos coreanos do Samsung Medical Center, em Seul.
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Estudo clínico conduzido na França e Coréia do Sul avaliou o alvo de LDL-colesterol abaixo de 70mg/dL versus alvo de LDL-c entre 90-110mg/dL e impacto desta estratégia na redução de eventos cardiovasculares, em pacientes com AVCi ou AIT aterosclerótico, em follow-up médio de 3 anos e meio. A droga usada foi estatina com ou sem ezetimibe.
Os desfechos avaliados foram combinados de AVCi não-fatal ou infarto, novos sintomas necessitando revascularização carotídea ou coronária, e morte vascular. O desfecho primário foi observado em 8,5% dos pacientes com alvo mais baixo de LDL-c, versus 10,9% no grupo de alvo de 100±10 mg/dL. (adjusted hazard ratio, 0.78; 95% CI, 0.61 to 0.98; P=0.04); ou seja, risco de redução relativa de desfechos de 22% no grupo ativo de tratamento do estudo…
Vale, finalmente, a seguinte observação: risco de AVCh foi 38% maior no grupo com LDL mais baixo, mas não significativo pelo intervalo de confiança amplo…
Entretanto, além destes bons resultados, vieram as coisas junto com baixar LDL em pacientes neurológicos: contabilizando apenas desfechos de AVC ou AIT >> 13% RRR.
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Slides da apresentação de hoje – AHA2019
Amarenco et al. A Comparison of Two LDL Cholesterol Targets after Ischemic Stroke. NEJM 2019.
Weschler L. Statins and Stroke — It’s Complicated. NEJM 2019. Editorial.
Isso mesmo.
Nosso colega Vitor Mendes Pereira fez história no início de novembro, quando performou a primeira neurointervenção com assistência de robô, a poucos metros, numa sala de comando, mas não à beira leito no aparelho de angiosuite, como se costuma realizar este tipo de procedimento. O procedimento foi realizado no Toronto Western Hospital, no Krembil Brain Institute, na cidade de Toronto, Canadá.
O sistema utilizado foi o CorPath GRX System, desenvolvido pela Corindus, companhia recentemente adquirida pela gigante do setor, a Siemens, que está investindo pesadamente em sistemas robóticos para intervenções radiológicas. Tais procedimentos já vem sendo realizados na área de Cardiologia, e a esperança agora é que, com este desenvolvimento, procedimentos em Neurointervenção possam estar disponíveis para áreas remotas, onde não há acesso ou disponibilidade de profissionais in loco para realizá-los.
Fonte: CVT News homepage.
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Meredith McLeod. World’s first robot-assisted brain aneurysm surgery performed in Toronto. In: CVT News.
First Robotic-Assisted Aneurysm Coiling Performed With Corindus’ CorPath GRX System. In: www.evtnews.com.
Reposto aqui uma pergunta feita em 2016, quando foi lançado pela rede brasil AVC o app AVC Brasil, que mostra locais hospitais onde é possível receber o atendimento correto ao AVC na fase hiperaguda/aguda. Naqueles dias, informamos sobre a lista e sobre o app AVC Brasil.
Agora, depois da reportagem do último domingo veiculada no programa Fantástico, da rede Globo, onde o médico Drauzio Varella mostrou o dia a dia de um centro de referência de atendimento ao AVC e da magnitude do que podemos fazer pelos pacientes, diversas pessoas vem me perguntando onde está a lista? Em TODOS OS LUGARES…???
No app, se você coloca sua geolocalização ligada, somente aparece a lista dos hospitais no seu estado, e não há listagem do país todo; só mostra o raio de 200km do seu local. Uma lista está disponível no site da Rede Brasil AVC – AQUI.
Entretanto, esta lista contempla hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde, maioria apenas públicos, e alguns da rede privada, onde é possível este atendimento. Mas não diferencia o qual tipo de tratamento cada um faz. Como exemplo, poucos no país fazem o tratamento de desobstruir a artéria, a trombectomia.
Já contactei a neurologista Sheila Martins, presidente da Rede brasil AVC, e respondo em breve os detalhes da lista atualizada atual. Enquanto isso, entarei compilar novamente essa desejada “lista”.
HOSPITAIS PÚBLICOS QUE PODEM REALIZAR A TROMBECTOMIA
Primeiro, mapeados recentemente pela Sociedade Brasileira de Neurorradiologista Intervencionista, os hospitais do SUS que fazem trombectomia HOJE (arcando com custos dos materiais, pois o Governo Federal não paga!!!) no Brasil:
De maneira irregular, esporádica (quando há materiais disponíveis, a depender de compra própria pelo hospital), pelo SUS:
LISTA GERAL DOS HOSPITAIS HABILITADOS PARA ATENDER O AVC AGUDO
A seguir, vou começar aqui a listar (LISTA AINDA NÃO COMPLETA, EM 6 NOV 2019), com informações do app da Rede Brasil AVC, nas cidades de São Paulo, e outras, como Brasília, Recife, Campinas, Salvador, João Pessoa, etc. Tentarei enumerar onde se faz apenas trombólise (processos e protocolo mais simples) e trombectomia (que exige processos mais complexos, o hospital ter setor de hemodinâmica local e organização com neurointervencionistas em esquema de plantão).
Obs. importante:::: A quase totalidade dos hospitais privados informa que tem estrutura completa e faz trombectomia e trombólise, mas há diferenças entre os hospitais, pois é necessário haver um protocolo estruturado, escala médica de retaguarda organizada e estruturação interna para este atendimento, o que nem sempre está disponível e perfeitamente organizado. Portanto, a lista enumera os hospitais com a estrutura, mas não garante que há, atualmente, o protocolo organizado. Para este fim, consulte o neurologista da sua cidade, questionando qual o melhor lugar para o socorro adequado.
São Paulo – Públicos:
São Paulo – Privados:
Campinas – Públicos:
Campinas – Privados:
Porto Alegre – Públicos:
Porto Alegre – Privados:
Brasília – Públicos:
Brasília – Privados:
Fortaleza – Públicos:
Fortaleza – Privados:
Maringá (PR) – Privados:
Maceió – Públicos:
Maceió – Privados:
Goiânia – Públicos:
Goiânia – Privados:
Vitória – Públicos:
Vitória – Privados:
Campo Grande – Públicos:
Campo Grande – Privados:
Curitiba – Públicos:
Curitiba – Privados:
João Pessoa – Públicos:
João Pessoa – Privados:
Salvador – Públicos:
Salvador – Privados:
Recife – Públicos:
Recife – Privados:
Ribeirão Preto – Públicos:
Ribeirão Preto – Privados:
São Luiz (MA) – Privados:
Teresina – Privados:
Porto Velho (RO) – Públicos:
Palmas (TO) – Públicos:
Publicado ontem na revista Lancet. Financiado pelo NIH e outras entidades governamentais. Nada de indústria na jogada…
Mais de 12 mil pacientes randomizados para receber placebo ou ácido tranexâmico, dose ataque de 1g e depois 1g a cada 8h. No começo do estudo, permitiam entrada até 8h, mas depois o comitê do estudo restringiu a randomização até 3h do acidente (trauma).
Bem interessante… Foi positivo para desfecho de morte em casos de TCE leve e moderado, e não observado em TCE grave. Houve uma redução significativa do risco de mortalidade relacionada ao TCE quando o ácido tranexâmico foi dado até 3 horas do trauma craniano leve e moderado (RR 0.78 [95% CI 0.64–0.95]), e não houve diferenças entre placebo e o ácido tranexâmico no TCE grave (0.99 [0.91–1.07]).
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PDF online FREE no site da The Lancet. – AQUI.
Andrew Cap. CRASH-3: a win for patients with traumatic brain injury. Lancet 2019.
Apresentado hoje no congresso europeu de Terapia Intensiva, em Berlin, o estudo CITRIS-ALI foi negativo para os desfechos clínicos e de alterações inflamatórias até 198 horas, mas a análise pré-programada de desfecho secundário de mortalidade global em 28 dias demonstrou importante redução de mortalidade no grupo de tratamento com altas doses de Vitamina C endovenosa.

Como diz um amigo meu: Não serve pra gripe mas reduziu mortalidade em Sepse + SDRA????
Ou…: Vovó tinha mesmo razão…?????
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Brent & Angus. Is High-Dose Vitamin C Beneficial for Patients With Sepsis? JAMA 2019. Editorial.
Há vários autores que advogam o uso precoce da plasmaferese nos surtos de NMO, mas ainda há recomendações formais dos guidelines sobre usar a terapia como segunda linha, apenas quando falha a pulsoterapia, indicando a metilprednisolona por 5 dias, e escalonamento com doses adicionais da pulsoterapia, ainda antes da plasmaferese.
Bonnan e col. publicaram em 2018 uma revisão de seu bando de dados, com base na prática local do grupo, de começar em determinados casos a plasmaferese de forma direta, e comparando as diferentes faixas de tempo do início da plasmaferese com taxas de remissão dos pacientes. Conseguiram comprovar que o quanto mais precoce for instituída a plasmaferese, melhores as chances de desfecho clínico.
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Boas publicações, pra pensarmos.
A pergunta: Fazer o que com HIP na sua fase aguda? Baixar a pressão arterial para níveis menores, abaixo de 140mmHg? Manter terapia convencional, abaixo do alvo de 160mmHg?
Afinal, quem segue as recomendações do INTERACT-2? Quem não acredita em baixar pressão arterial em AVCh primário?
Reflexões sobre o INTERACT-2 e ATACH-2…
PS. Vem aí o INTERACT-3. Aguardem…
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Moullaali et al. Blood pressure control and clinical outcomes in acute intracerebral haemorrhage: a preplanned pooled analysis of individual participant data. Lancet Neurology 2019.