Bob Acri. Maravilhoso!
Author: Maramelia Miranda
Aplicativo AVC Brasil – Rede Brasil AVC
A Rede Brasil AVC lançou ontem nas redes sociais, com um vídeo da cantora Paula Fernandes, o Aplicativo AVC Brasil. O aplicativo GRATUITO já está disponível nas lojas dos sistemas Android e IOS.
A proposta do aplicativo é mostrar informações sobre o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e informar geograficamente os hospitais especializados para o atendimento da doença de acordo com o local onde o usuário acessa o app. E uma das funções mais legais é a possibilidade de chamar o serviço de emergência, contato pessoal do usuário ou hospital de contato, apenas com 3 toques no celular, bastando para isso cadastrar o número de seu familiar numa emergência, e do hospital onde quer chamar nestas situações.
Ou seja, muito legal!
Rituximabe em Neuromielite Óptica
Metanálise.
Publicada anteontem na JAMA Neurology. Dezenas de estudos, média de 10-12 pacientes cada. Rituximabe funcionou, a despeito de efeitos adversos (infecções, reações à infusão, leucopenia).
Tempo para o tratamento na trombectomia: Metanálise na JAMA
Acesso free.
Quanto mais tempo demorou a trombectomia, menores diferenças de tratamento foram observadas:
- cOR em 3h, 2.79 (95% CI, 1.96 to 3.98), absolute risk difference (ARD) para melhor escore funcional, 39.2%;
- cOR em 6h, 1.98 (95% CI, 1.30 to 3.00), ARD, 30.2%;
- cOR em 8h,1.57 (95% CI, 0.86 to 2.88), ARD, 15.7%.
Na análise, trombectomia realizada além de 7h e 18 minutos não teve diferenças em relação ao rTPA EV.
Pra fazer após 7h… Ficamos na mesma…
Guidelines para Esclerose Múltipla
Finalmente, estão quase para sair dois importantes guidelines – americano e europeu, para o tratamento da esclerose múltipla (EM). No recente ECTRIMS que aconteceu em Londres este mês, o comitê do ECTRIMS em conjunto com a Academia Europeia de Neurologia (EAN) debateu este iminente consenso em uma das sessões apresentadas.

Nos EUA, a Academia Americana de Neurologia postou no seu site – AQUI, uma espécie de consulta pública aos neurologistas, para o envio de feedbacks até a data de 8 de outubro.
Review and Comment on Disease-modifying Therapies for Multiple Sclerosis Evidence-based practice guideline. Site da AAN.
Esboço do Guideline proposto pela AAN.
Manejo neurointensivo do hematoma intracraniano na Critical Care
tags: hematoma intracraniano, AVCH, manejo neurointensivo, NeuroUTI, expansão do hematoma, tratamento do AVCh, pressão arterial no AVCh
Artigo show do colega Leonardo Manoel, na Critical Care deste mês. Trata-se de uma revisão super atualizada do manejo de pacientes com hemorragia intraparenquimatosa, o AVCh, abordando a fase crítica destes pacientes, como a estabilização inicial, diagnóstico, graduação de severidade dos casos, manejo da pressão arterial e expansão do hematoma.

O artigo está com acesso aberto na revista.
Músicas da semana…
Amei esta canção, letra e música. Jason Mraz. A beautiful mess.
E esta da Melody Gardot.
UIAT score: Mais um para o tratamento de aneurismas intracranianos não-rotos
tags: UIAT score, escore UIAT, ruptura de aneurisma incidental, aneurisma cerebral, aneurismas não-rotos, escore preditor.
Não é novo, foi publicado no ano passado. Além do PHASES, que tem suas falhas, e até mencionamos aqui, este outro, o Unruptured Intracranial Aneurysm Treatment Score, ou UIATS, pode ser mais uma ferramenta para responder as dúvidas dos pacientes quanto a tratar ou não tratar aneurismas incidentais.
Clique abaixo na imagem, para ampliá-la.
Leticia Duarte. Escore PHASES para predição de ruptura de aneurismas incidentais. iNeuro.com.br.
RESCUE-icp publicado na NEJM
Hipertensão intracraniana refratária em casos de trauma craniano grave. Esta dica de trial publicado veio do nosso colega Dr. George Passos, residente da neurocirurgia da Santa Casa de Ribeirão Preto, neurocirurgião diferenciado, sempre ligadíssimo nos papers e estudos clínicos mais quentes.
Primeira observação minha: A NEJM quer acabar com a Neurotraumatologia mundial. Só pode ser…
DECRA negativo. BEST-TRIP negativo.
Agora, RESCUE-icp negativo. Tá certo. A gente já sabia, os dados já tinham sido apresentados em congressos. Mas tinha que ser de novo na NEJM???!!!! Jesus…
A neurocirurgia tem que benzer essa revista. Por Deus!!!!!
O estudo RESCUE-icp avaliou um grande número de pacientes com TCE grave, que desenvolveram hipertensão intracraniana e não responderam à terapia clínica inicial universalmente preconizada – cabeceira elevada, normoventilação, sedação e analgesia (com ou sem paralisia muscular) e monitorização da PIC com manejo da PPC e PIC com ventriculostomia e osmóticos, incluindo também terapia com hipotermia.O artigo detalha estes tratamentos e os estadios no passo a passo do manejo de hipertensão intracraniana.
A leitura do paper é muito legal. Já vale super a pena pela aula de como tratar hipertensão intracraniana. Tem uma figura muito legal do algoritmo usado no trial. E a terapia médica no grupo controle envolvia o uso de barbiturados apenas em ÚLTIMA ANÁLISE…
Atenção. Letrinhas garrafais de “recadinho” para os amigos neurocirurgiões que ADORAM entrar com tionembutal no minuto zero de tratamento de HIC…
Resultados.
O trial estudou pacientes de 10 a 65 anos com TCE grave, TC crânio anormal e monitor de PIC locada, que evoluiam com PIC > 25mmHhg refratária entre 1 a no máximo 12 horas. Foram randomizados 408 pacientes em 52 centros, sendo 71% dos casos na Grã-Bretanha.
Nos desfechos primário e secundários medidos, cuja variável principal foi a escala funcional Glasgow Outcome Scale (GOS) extendida, a terapia ativa – que consistia em craniectomia descompressiva, podendo ser unilateral (hemicraniectomia) ou bifrontal, resultou em expressiva redução da mortalidade, mas com desvio dos pacientes que não morreram para estágios da e-GOS entre incapacidades mais severas (estado vegetativo ou incapacidades piores – veja tabela abaixo). No final da história, bons desfechos foram similares nos dois grupos de tratamento.
Depois do fiasco do estudo DECRA — que, detalhe, usou apenas craniectomias bifrontais, esse trial seria uma esperancinha no fim do túnel para a craniectomia descompressiva, e acabou morrendo na praia também… Outro detalhe importante é que o cirurgião poderia escolher entre hemicraniectomia ou craniectomia bifrontal, e esta última modalidade foi usada em 63% dos casos.
Falem pra mim!!!!! O estudo DECRA já tinha mostrado que isso não dava certo, e a galera resolve insistir na coisa????
E outra crítica que pode ter melado o estudo foi a possibilidade de poder se fazer craniectomia em fases finais no grupo de tratamento clínico, e isso ocorreu em 37% deste grupo!!!!
Conclusão básica do Abstract do RESCUE-icp:
“At 6 months, decompressive craniectomy in patients with traumatic brain injury and refractory intracranial hypertension resulted in lower mortality and higher rates of vegetative state, lower severe disability, and upper severe disability than medical care. The rates of moderate disability and good recovery were similar in the two groups. “
Ou, traduzindo: Deixa de morrer, e estes que não morrem ficam em estado vegetativo ou altamente dependentes. É mole?!?!?! Não sei se sento e choro, ou se comemoro.
Comemoro porque este campo continua aberto a novos estudos. Realmente, ainda em 2016, acreditem, ninguém sabe bem o que fazer com estes doentes…
LINKS
Shutter & Timmons. Intracranial Pressure Rescued by Decompressive Surgery after Traumatic Brain Injury. NEJM 2016.” . Editorial.
Tomografia portátil na ambulância: Estudo negativo!
As ambulâncias com TC portátil, pensadas para o atendimento de vítimas de AVC, ao instituir rapidamente a terapia trombolítica, começaram a ser testadas na Alemanha em 2011. Depois, o grupo de Cleveland começou a estudar também esta solução, com a intenção de reduzir o tempo de início dos sintomas para a administração de rTPA em pacientes elegíveis para este tratamento. Apresentações de ambos os grupos, dos seus dados iniciais, feitas nos congressos, mostraram uma expressiva diminuição dos tempos porta agulha. A lógica é que isso poderia traduzir-se em melhor desfecho clínico aos pacientes…
O grupo alemão, agora, publica os resultados a longo prazo do uso dos chamados veículos STEMO (Specialised CT-equipped mobile stroke treatment units).
O artigo, publicado na Lancet Neurology, mostrou que os desfechos clínicos em 3 meses após o AVC foi similar no grupo tratado com uso dos veículos STEMO, comparando-se a terapia convencional feita no hospital – detalhe – com os pacientes levados em sistema pré-hospitalar normal na cidade de Berlim, para a Universidade de Berlim (Charité Campus Benjamin Franklin). O desfecho primário medido foi Rankin modificado de 0 ou 1.
Resultados.
n=305 pacientes que usaram o STEMO; n= 353 no grupo de terapia normal. Não houve diferenças no desfecho primário medido: 53% dos casos que usaram STEMO vs 47% no grupo hospitalar tiveram mRS de 0 ou 1 (p=0,14).
Conclusão
Não houve diferenças… Que tristeza. Terá sido porque em Berlim eles trombolisam muito muito rápido os casos hospitalares? Por que será este achado???
Veja o que os autores escrevem no Abstract:
“We found no signifi cant diff erence between the proportion of patients with a mRS score of 1 or lower receiving STEMO care compared with conventional care. However, our results suggest that pre-hospital start of intravenous thrombolysis might lead to improved functional outcome in patients. This evidence requires substantiation in future large-scale trials. “
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